Por vezes não é fácil para os leigos perceberem porque razão não é aconselhado o cruzamento de duas aves com corona. A explicação é que o factor “corona” é um gene dominante, a dominância de um gene em relação a outro exprime-se pelo facto de um canário heterozigótico para esse gene se exprimir fenotipicamente para esse gene. De uma forma mais simples, um canário que tenha um gene “corona” no seu património genético terá corona. A particularidade dos genes dominates é que eles são letais no estado homozigótico. O embrião que possua o gene corona duas vezes (CC) não será viável. O acasalamento de dois canários coronas é por isso um risco. O quadro seguinte ajuda a perceber melhor o resultado do acasalamento Corona x Corona.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
CORONA X CORONA
sábado, 31 de julho de 2010
A EVOLUÇÃO DO GLOSTER EM PORTUGAL
Nos últimos anos o tamanho do gloster tornou-se para os criadores e juízes um tema de discussão.
Durante anos verificou-se um aumento progressivo no tamanho deste simpático canário, provocando severas críticas do país de origem, a Inglaterra, mas fazendo ouvidos moucos, os criadores continuavam à procura de um corpo bem redondo em detrimento do tamanho exigível e, com a passividade de alguns juízes (cruzando com Norwich e Crest para aumentar não só a referida rotundidade mas também o volume da cabeça / poupa) prejudicando inevitavelmente o tamanho e a agilidade deste maravilhoso canário, ocasionando nesta raça salvo raras excepções uma posição na gaiola quase estática.
Em todas as reuniões e congressos de juízes procura-se pôr em prática os critérios de julgamentos, exigindo aos avaliadores para serem severos na penalização da rubrica “tamanho 20 pontos” (reunião da O.MJ. em 2006 que teve lugar em Pailasean – França).
O responsável da representação inglesa em face da forma e tamanho estar a degenerar-se, estabeleceu que fosse reduzido para 11 cms o comprimento da ave de modo a conduzir o Gloster às suas características tradicionais. Devo aqui salientar que a proposta de alteração de 15 para 20 pontos foi apresentada pela representação portuguesa (Carlos Almeida Lima e Vítor Couto) aprovada por unanimidade pelos países presentes.
Em face do atrás citado vários países e um elevado número de criadores enviaram aos respectivos clubes temáticos propostas sugerindo a aplicação desta regra no que diz respeito ao excessivo aumento de tamanho desta raça e sugerindo aos juízes classificadores para o seu cumprimento, sendo mais exigentes nos julgamentos, procurando premiar os exemplares mais pequenos.
É necessário e urgente tornar a dar ao gloster a sua elegância, vivacidade e agilidade de movimentos, recuperar a sua forma e reconduzi-lo à tipicidade original da raça, eliminando características introduzidas (intrusas) que são património genético de outras raças.
Isto como deverá ser entendido, não é fácil, mas sim uma tarefa árdua, difícil e morosa, que deverá envolver todos os criadores e juízes nesta campanha que é a redução do tamanho do Gloster que exige inevitavelmente a selecção rigorosa dos reprodutores com o corpo e plumagens mais curtas, que nos conduzirá no futuro a trazer óptimas compensações (resultados do Mundial 2010).
Assim criadores e juízes, deixemo-nos de arranjar falsos argumentos, desculpas, etc, e como todos estamos a percorrer a mesma estrada, temos por obrigação e o dever de dar aos nossos glosters a verdadeira “forma” e “tamanho” que na realidade lhe dizem respeito.
O G.C.P. com perseverança, seriedade e competência provou que a sua acção ao longo dos anos, a todos os títulos espectaculares, que os clubes temáticos têm uma grande importância no desenvolvimeto técnico na criação e desenvolvimento de uma raça.
Tudo isto finalizou com os esperados resultados obtidos no Mundial 2010 de Matosinhos.
Provamos que estamos em pé de igualdade com os melhores exemplares de Gloster do mundo, o que deixa este clube e criadores orgulhosos, recompensa a todos os amantes deste maravilhoso canário os títulos alcançados.
Carlos almeida Lima
Juiz CNJ / OMJ
Retirado da revista O gloster semestral Março 2010 n.º 9
domingo, 11 de julho de 2010
GLOSTER - Standart
Época: mais ou menos 1930
Cor: plumagem de diversas cores excepto vermelho
Origem: Inglaterra
Particularidades: bom reprodutor, indicada para criadores inicianters
Tamanho:
Características da raça:
É possível distinguir dois tipos de gloster:
O gloster corona: que possui coroa
O gloster consort: que não possui coroa
Gloster corona
Gloster consort
Atenção: deve-se sempre acasalar um gloster consort com um gloster corona, pouco importa que seja o macho ou a fêmea. Nunca se deve acasalar dois coronas ou dois consortes. Nestes casos ocorrer defeitos e uma taxa de mortalidade mais elevada.
Como avaliar um gloster?
Poupa no corona: a poupa ou coroa deve ser abundante, simétrica, com um ponto central o mais pequeno possível. A poupa deve pousar sobre a nuca de forma homogénea e sem quebras
Cabeça do consorte: cabeça larga, bastante grande, com sobrancelhas bem proeminentes. O bico deve curto e cónico.
O corpo: o corpo deve ser arredondado, curto e atarracado. O peito deve ser largo sem saliências. O dorso deve ser largo, atenção as costas não devem ser planas. A fixação das asas deve ser invisível assim como o pescoço permitindo traçar uma linha ovóide entre corpo e cabeça.
A cauda: a cauda deve ser estreita, curta, com plumagem serrada e no prolongamento do corpo.
Postura: Muito importante: a ave deve adoptar uma posição semi elevada e saltar de um poleiro para outro sem excitação e nervosismo.
Pernas e patas: altura media, as coxas não devem ser observadas, e as patas sem os dedos tortos e com todas as unhas.
Tamanho:
Condição geral da ave: deve-se apresentar saudável e em perfeitas condições de higiene.
sábado, 10 de julho de 2010
Final da época de criação
Pois bem, numa altura em que se aproxima o final da época de criaçãom é altura de fazer balanços e contas em relação à época de criação. No inicio da época, pensei que iria facilmente atingir as 60 aves. Houve alturas em que pensei que não ia conseguir, eu explico: a época não começou bem para mim, a primeira postura foi um pesadelo, muitos ovos brancos e apenas alguns casais arrancaram com as criações outros demoraram algum tempo. No final da primeira postura achei que não ia conseguir atingir as 60 aves. Enganei-me. As coisas começaram a melhorar comecei a ter ninhos de 5 e seis crias e as anilhas lá se foram gastando. Neste momento já gastei as anilhas todas e tive que recorrer às anilhas de ano para anilhar 5 passaritos.
Feitas as contas acho que o balanço foi positivo…agora é altura de descanço para os casais…e para mim, confesso que já estou um pouco cansado.
Agora o próximo passo é tentar ler e aprender mais umas coisinhas para tentar seleccionar o melhor possível as minhas aves. Quero ser o mais rigoroso e crítico possível em relação as minha aves.
Espero colocar mais fotos brevemente.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Deve-se ter em conta a plumagem do glosters na hora do acasalamento?
O Gloster: por Jean-Pierre DAVIGNON
Preferencialmente tenho em conta a forma da ave antes de pensar na qualidade da plumagem.
Tento seleccionar aves do mesmo tipo, do mesmo tamanho, com uma nuca larga e uma corona abundante grande e bem posicionada. Não baseio os meus cruzamentos na plumagem, mas sim na vitalidade e forma das aves.
No caso de estar a trabalhar com intensivos, sou contra o cruzamento intensivo x verde, prefiro a redondez dos intensivos com fundo amarelo, cor que produz bons pássaros de fundo claro. Na hora de acasalar tenho em conta os intensivos e os azuis que dão mais forma.
Formo os meus casais em função do amarelo intensivo e do azul que da mais forma.
Acasalo depois as aves azuis intensivas com os verdes e os canelas. Assim consigo obter aves mais compactas que são a base do meu sucesso. Assim como me da também aves ricas em cor que me ajudam contra a falta de cor nas remiges secundarias.
Utilizo ainda os cruzamentos azul /branco x azul, mas nunca intenso x intenso.
Em alguns casos sou a favor do acasalamento amarelo x azul.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
TRANSMISSÃO DE MUTAÇÕES



Em alguns casos (minoritários) através da hibridação podemos conseguir transmitir uma mutação de uma espécie para outra, em muitas espécies estas manobras são de todo impossíveis devido ao facto dos híbridos de primeira geração (F1) serem estéreis. Neste tipo de espécies a única maneira de conseguir um mutado é partir de uma ave mutada ou de um portador.
No caso do seregino (chmariz ou milheirinha) e o canário, os híbridos de primeira geração machos mostram um certo grau de fertilidade, podendo-se desta maneira, e se ocorrem uma série de acasalamentos conseguir-se fixar uma mutação do canário no chamariz.
Fixar uma mutação é um processo que dura muitos ano, pois para fixar uma mutação de uma espécie para outra devemos depurar completamente o sangue do exemplar e fazer presente a mutação nela.
Transmissão de mutações ligadas ao sexo
Para fixar estas mutações é aconselhável empregar um mínimo de dois casais, quanto maior o número de casais maior será a percentagem de êxito.
De seguida são expostos três exemplos de como realizar os acasalamentos com uma mutação ligada ao sexo de um canário a um chamariz. Neste caso elegeu-se a mutação satine.
É importante o detalhe de quando se tem que seleccionar os R1 e R2 estes sejam portadores, é impossível diferencia-los fisicamente dos normais, apenas se consegue diferenciar um portador do normal depois de termos criado com eles. Acaba por ser um jogo de apostas e de sorte para o criador, ainda que se consiga descobrir se o R1 era portador se obtivermos um R2 mutado fêmea.
Transmissão de mutações não ligadas ao sexo
É trabalhoso como no caso anterior, neste caso elegeu-se transmitir o topácio do canário no chamariz com estes dois exemplos.
Fonte: www.amaya.ya.st