sexta-feira, 12 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como melhorar os nossos glosters (3.º Etapa): por Kevin Galvin

Terceira Etapa

No caso de se possuir uma boa linha de glosters, mas que ainda não ganhou uma exposição, é aconselhável começar na terceira etapa.

Chegada a altura das exposições, se tudo correr bem, começam a surgir os resultados. No caso de vencermos algum prémio será uma prova do trabalho realizado, sobretudo se forem aves descendentes do nosso próprio canaril, fruto das nossas selecções, do nosso trabalho. Caso contrário, deve ser-se honesto e humilde, aceitar os defeitos ou falhas que são apontados aos nossos pássaros. E, se necessário pedir ajudas ou conselhos a outros criadores campeões. Depois de identificadas as falhas e os aspectos a corrigir, será então altura de procurar sangue novo para tentar rectificar os defeitos da nossa linha de aves. Será necessário um macho de excelentes características em falta no nosso plantel. O melhor será recorrer ao criador que nos forneceu as nossas primeiras aves. Outra alternativa, é recorrer a criadores que possuam uma linha de aves muito semelhante à nossa. Uma vez encontrado o macho ideal a próxima etapa é acasala-lo com duas fêmeas. Inicia-se assim uma nova família. Os filhotes provenientes desses cruzamentos deverão mostrar qualidades erradicando ao mesmo tempo os defeitos. Caso contrário, devemos desfazer-nos do macho e dos filhos. No ano seguinte procurar um novo macho e voltar a repetir o mesmo procedimento. Quando estivermos satisfeitos com o resultado, com alguns, ou mesmo todos os pássaros desta nova família, poderemos introduzi-los gradualmente na nossa própria linha. No caso de novas falhas virem a aparecer devemos de estar preparados para uma árdua tarefa de vários anos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Como melhorar os nossos glosters (2.º Etapa): por Kevin Galvin

Segunda etapa:

É importante trabalhar com estes canários durante quatro a cinco anos, com uma selecção rigorosa, tentando eliminar progressivamente os defeitos. Conservar apenas as aves muito boas para dar continuidade a nossa linha.

É importante conservar um registo estrito das nossas aves, sobretudo se optarmos por não recorrer a aves de outros criadores e queremos formar a nossa própria linha de glosters.

Nos nossos registos de criações, devem estar identificadas claramente as aves canelas e os machos portadores de canela. Mais uma vez, no caso de pouca experiência, não ter medo de pedir conselhos aos mais experientes.

Com os canelas, azuis e intensivos, é aconselhável conservar sempre aves suplentes com as mesmas qualidades no caso de algum deles se recusar a acasalar. Esta prática é muitas vezes preferível do que recorrer a uma outra ave proveniente de outro canaril podendo ser prejudicial à nossa linhagem.

Também por isso é de boa prática quando se vendem aves do nosso canaril conservar os nomes dos criadores que os compram, eles poderão ser-nos úteis no caso de ser necessária uma substituição no nosso plantel.

Deverá conservar-se para as nossas criações um mínimo de 16 fêmeas, se possível mais. É importante conservar as diferentes cores e tipos de plumagem. Com menos de 16 fêmeas, é quase impossível de expor glosters no TOP ano após ano. Se tudo correr bem, após cinco anos teremos a nossa própria linha de aves, todas com proximidade genética. Nesta etapa é importante conservar três intensivos verdes ou ligeiramente variegados, e acasalar dois no mínimo. Em geral, é importante ter mais do que 16 fêmeas, e cerca 13 machos, entre eles dois azuis, um canela visual e um macho portador de canela.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como melhorar os nossos glosters (1.º Etapa): por Kevin Galvin

Primeira etapa:

Para iniciar, sou da opinião que se deve seleccionar dois criadores que tenham alguns anos de experiência e um palmares regular nos seus resultados nas principais exposições de Glosters. Quando se tiver decidido em relação aos criadores, tente, se possível, obter quatro casais de Glosters de cada um dos criadores.

Ao iniciar com 16 aves, deverá realizar uma selecção das diferentes cores e tipos de plumagens.

O que eu proponho é:

um intensivo verde, fêmea se possível

Um azul completo ou branco variegado

Uma femea canela.

O resto do plantel será completo por 50% de verdes e 50% de variegados.

Duas razões para fazer esta selecção:

A primeira é o facto de nos permitir a oportunidade de acasalar todas as diferentes variadades de cores do canário gloster (à excepçãp do grizzles).

Este facto dá-nos a hipótese de expor aves na maior parte das classes. Quanto maior o número de classes em que participarmos, maior a probabilidade de conseguir algum prémio, e assim ganhar algum prestígio no mundo dos glosters.

A segunda razão, a mais importante na minha opinião, é a possibilidade de obter diferentes tipos de plumagens, para alcançar o standart através do acasalamento destes.

Acasalamentos para o primeiro ano:

Uma fêmea canela com um macho verde ou ¾ verde

Um azul ou azul variegado com um verde ou ¾ verde

Uma fêmea intensiva verde com um ¾ verde ou um variegado com bom volume

Os restante cinco casais serão compostos por verdes ou ¾ verdes com variegados.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CONCEITOS A SEGUIR NA HORA DE COMPRAR UM EXEMPLAR

Na altura de escolher os reprodutores para fazer-mos os nossos casais devemos de saber em primeiro lugar de onde provem cada exemplar. Isto é fácil se o reprodutor for nosso, das nossas linhas. O problema põe-se quando é um exemplar trazido de outro canaril.

Quando adquirimos algum reprodutor que nos faça falta há que ter em conta vários aspectos:

1. procurar um criador que tenha aves que nos agradem.


2. uma vez cumprido o ponto 1, no momento se seleccionar o pássaro do criador escolhido devemos fixar-nos no exemplar que nos chama mais à atenção e tentar perceber se compensa introduzi-lo no nosso aviário, tendo em conta a genética dos seus antecedentes. Assim poderemos fazer uma ideia daquilo que o pássaro pode trazer para os nossos exemplares. Boas cabeças, boas coronas, fenótipo, qualidade da plumagem… etc. será sempre preferível adquirir exemplares de um criador que tenha a sua própria linha desde algumas gerações atrás e que seja possível observar os seus progenitores. No caso de nos deparar-mos com um criador em que os seus pássaros são muito homogéneos entre si não será difícil adquirir e seleccionar algum exemplar, se este for o fenotipo que se assemelha ao nosso e é o que queremos.

3. o pássaro deve estar em bom estado e em perfeitas condições. Ágil, alegre… um factor muito importante é reparar nos olhos do pássaro, devem estar vivazes e alegres, abertos, não devem dar sensação de apatia ou tristeza, uma vez que esses sintomas podem ser sinal de algum tipo de doença.

4. outro factor importante é saber o que realmente necessitamos para melhorar os nossos pássaros.

5. Abrir bem os olhos na hora de comprar. Muitas vezes vamos a aviários onde, pelas suas instalações, os pássaros parecem todos excelentes, deixamo-nos cegar com cada exemplar que vemos. Há que ter muito em conta e na mente como são os nossos exemplares. Muitas vezes ficamos loucos por um pássaro, comprámos-o e quando chegamos a casa e pomos-o ao lado dos nossos reparamos que os nossos são quase melhores…ou melhores do que aquilo que compramos.

6. Quarentena para os pássaros novos. Não digo que tenhamos que o deixar 40 dias isolado dos nossos pássaros, mas deve-se separa-lo numa gaiola durante alguns dias para vermos como reacciona perante as novas instalações. No final de uma viagem mais ou menos considerável, com a mudança de instalações, comida, iluminação, temperatura etc…o animal fica debilitado e fica mais vulnerável a contrair alguma doença, com risco de contagiar o restante plantel.

Conclusão

Saber claramente o que queremos ou necessitamos e ter muito muito olho com o exemplar adquirido. Se pelo contrário queremos começar a criar a sério esta raça devemos adquirir exemplares de qualidade para não perder tempo com eles. O resto…virá com o tempo e trabalho.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

INÍCIO DA SELECÇÃO

Há já algum tempo que não publicava nada no meu blogue. O que é certo é que também atravessamos um época em que há pouco a dizer, mas muito a fazer, falo claro esta das limpezas e dos cuidados para que a muda corra pelo melhor. Apesar destes cuidados que tenho tido, devo dizer que tenho tido algumas baixas e alguns pássaros que se vão abaixo. como é a primeira vez que estou com um número considerável de canários não sei se isto é normal acontecer com outros criadores, e por isso espero que também me digam alguma coisa para me tranquilizar um bocado. desde o término das criações até este momento morreram-me três canários. apesar dos esforços não consegui salva-los. julgo que terá a ver com problemas da muda porque todos eles estavam atrasados na muda, cheios de canudos de novas penas no ventre e com o peito muito seco. é sabido que a muda é uma altura complicada para as aves e que por vezes vão-se abaixo por isso espero que seja algo normal, e rezo para que não seja nada de muito grave. até porque os restantes estão bem, e muitos já com a muda praticamente terminada. Prova disso são as fotos que se seguem. tratam-se de alguns coronas com a muda quase terminada, mas ainda lhes faltam alguns retoques. os consorts ficarão para uma outra ocasião.

Espero que gostem, e venham daí essas críticas, pois é com elas que evoluímos.

Um macho azul que gosto bastante....















uma fêmea canela com uma corona linda...