segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CONSANGUINIDADE: UM PROBLEMA OU UMA SOLUÇÃO??

O tema dos acasalamentos consanguíneos foi e será sempre um tema polémico e passível de gerar discussão no mundo da canaricultura. Trata-se de um tema intemporal em que uma opinião unânime entre os criadores esta longe de ser uma realidade. Se por um lado uns abominam tal prática outros olham para ela como um caminho para chegar ao sucesso.

Sendo eu um Homem da área das ciências, a minha opinião é que a consanguinidade é uma arma para chegar ao triunfo, mas para tal é preciso saber usá-la. por um lado temos a "consanguinidade directa", em que se utilizam cruzamentos entre pais, filhos, netos e bisnetos etc, etc, (tabela de felch). Esta técnica será ideal se partirmos de exemplares TOP, coisa que por vezes é difícil, pois estes normalmente não estão a venda e se estiverem o preço não será muito animador... neste tipo de cruzamentos pretende-se obter passarinhos com a qualidade muito próxima desses exemplares TOP.
Alternativa a este método está o cruzamento entre "irmanastros", ou seja, se tenho um macho corona muito bom, junto-o com 2 das melhores fêmeas possíveis, ter em atenção que os defeitos não se repitam no macho e nas fêmeas e evitar cruzar glosters com problemas muito graves, pois da mesma maneira que se fixam coisas boas, as más também se fixam... do cruzamento do macho com as duas fêmeas depois podem-se juntar os irmãos entre eles, existindo consanguinidade mas em menor grau, por se tratarem de fêmeas de diferente sangue...

À dias li num fórum espanhol um criador de glosters que dizia que a compensação era o inicio de todos nós quando nos iniciamos na criação de glosters, onde tentamos compensar os passáros, "tirar de um lado e meter no outro". Os resultados acabam por ser percentagens altas de pássaros regulares ou maus, e pássaros bons poucos. Digam o que disserem é assim quando se trabalha em compensação... esse mesmo criador afirma que o mesmo se verifica de juntarmos dois glosters TOP, porque esses top possuem os defeitos de uma linha e se tirarmos 10 passarinhos desse casal numa temporada, se dois forem bons para concurso já não é mau... quando se começa a trabalhar com consanguinidade os resultados tendem a equilibrar-se e inclusive aumentam as percentagens de pássaros bons vs pássaros maus...
A imagem de marca de cada criador é dada pela consanguinidade, o uso dela é que nos irá permitir criar a nossa LINHAGEM. A compensação acaba por ser uma lotaria, não se fixam os caracteres desejáveis, não se fazem genotipos e fenotipos homogeneos, não se cria uma linha própria, e a percentagem de pássaros bons é muito baixa.

Estas afirmações têm lógica e dão que pensar, pondo em causa aquilo que muitos pensamos sobre a compensação na criação de glosters.

Aproveito e deixo uma imagem da tal tabela de felch





1 comentário:

  1. boas amigo brito ixo sim tira as duvidas todos lol um forte abraço

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